quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Remédios em Unidose


Ora ca' estamos...estamos bem acabamos de almoçar e de ver uma coisa tao parva que não existe palavra para a descrever. Dia 23 de Janeiro de 2008, Jornal da uma, Tvi. Eram mais ou menos 13:35 quando me deparo com esta noticia: "CDS/PP quer remédios em Unidose":
Desconfiado fui ao Publico ver se isto era mesmo verdade visto que isto nao cabe na cabeça de ninguem...e qual e' a minha reacçao quando me deparo com este artigo:

O CDS/PP baseia-se neste estudo para retomar o tema, lembrando que o Governo não cumpriu a promessa da distribuição de remédios em unidose, prevista no Compromisso para a Saúde assinado em Maio de 2006 com a ANF. "Se o Governo cumprisse a sua palavra, o nosso projecto de resolução não seria necessário", justifica Teresa Caeiro, que estima em cerca de 142 milhões de euros o montante anual da poupança a atingir com a medida.

Oh o CDS/PP não se fez entender ou entao vamos deixar de ter farmacias para ter mercearias ou cafes...Eu imagino-me a ir comprar um medicamento (vou tomar de exemplo: aspirina). Chego a' farmacia e em vez de pedir uma caixa de aspirina nao...vou dizer assim: "oh amigo avie-me ai 5 doses de aspirina" e o homem vira-se la' para tras e diz a' ajudante: "Oh maria saem 5 doses de aspirina." Uma pessoa fica logo a bater mal. Atao e se levarmos uma lista, sera' que nos vao aviar como nas mercearias? Ora 10 doses de aspirina, 24 doses de pipula e 30 doses de Lipimeg, vamos ja' tratar disso.

P.S.: Lembrem-se "Em casa da Albertina, ha' sempre mebocaina."

11 comentários:

Ricardo Leite disse...

granda post!!! vamos nós a farmácia fazer as compras do mês !! epa ridiculo mesmo

Rui Carvalho ^ disse...

Maria Albertina como foste nessa ?

Tiago Carvalho disse...

Não conheço todos os pormenores da medida, mas não me parece totalmente mal em certos medicamentos, já que podem não exigir a toma de uma caixa completa. Mas para o caso de prescrições medicas mais exigentes parece-me mais difícil, mas pelo que percebi passariam a existir as duas formas: a que já existe e a unidose. Hoje um ouvi que cerca de 1/5 dos medicamentos não são tomados o que me faz pensar que talvez não seja má todo a proposta, pois pode ajudar a reduzir algum desperdício, a auto-medicação, além de se calhar poupar algum dinheirinho. Acho que só tem convenientes e ficam todos a ganhar,

Epá tudo bem que o ministro esteve um bocado infeliz naquele comentário que se pôs ali não o nego. Mas, o Correio da Manhã na minha óptica está a ser parcial por um motivo muito óbvio: as duas crianças que morreram em Anadia não morreram por falta de Hospital. Note-se que uma delas morreu de morte súbita e a outra morreu porque tinha problemas cardíacos, sendo-lhe dado uma esperança de vida de 3 meses e esta criança morreu com 2 meses e meio. Ou seja, é preciso ter um bocadinho de cuidado em ler as coisas e acreditar naquilo que se diz, principalmente quando os jornais se dão a um trabalho de parcialidade no qual classificam declarações de ministros com a intenção de vender mais jornais só para provocar escândalo e instabilidade. Viver em democracia não é dizer tudo o que nós apetece só porque dá jeito, neste tipo de regime convêm ter alguma responsabilidade sobre o que se faz e se diz e é o que estes jornais normalmente não têm, refugiando-se na liberdade de impressa. Continuo a achar portanto que alguns fechos fazem sentido e que chamar indigno ao atendimento em ambulâncias é não respeitar os médicos que lá trabalham.

Hugo'B» disse...

Concordo com o tiago quando ele diz que nem todos os medicamentos devem ser postos em unidose e que por alguns e' benefico...Por exemplo as aspirinas...em cada caixe vêm cerca de 20 se nao estou em erro e não sao necessarias tantas visto que acabamos por não as utilizar todas. Acho que a medida deve sem implementada mas deve ser vista e bem revista.

Em relação aos hospitais também concordo e se formos a ver aquele hospital nao estava a ter a rentabilidade necessaria. Contudo e' obvio que não vamos andar ai a fechar hospitais a torto e a direito...Essa situaçao requer uma supervisao de peritos que possam afirmar convictamente se os hospitais estao a tirar rendimento/proveito deles mesmos. Depois disso e' que se pode decidir o que fazer com o baralho que temos para investir, querendo com isto dizer que podemos obtar por simplesmente deitar o hospital abaixo e construir um novo num sitio que tenha mais proveito e que possa abarcar a população dos habitantes que sofreram a perda de um outro hospital.

Sem mais , abraços.

Hugo'B» disse...

Esqueci-me de referir que outra situação que podemos obtar em relação aos hospitais e a realizacao de obras que possam aumentar em tamanho e qualidade um Hospital que não se encontra nas melhores condições.

peço desculpa pelo sucedido :p

Rui Carvalho ^ disse...

Sim unidoses já são utilizadas. Caso dos anti-bióticos. Não, não faz sentido a teoria de vender medicamentos à unidade. Ninguém sabe por quanto tempo uma tosse vai durar, ninguém sabe quanto tempo uma dor de cabeça vai durar. Mas sim, faz sentido em vez de 30 comprimidos numa caixa apenas venderem 15.

Sim, as declarações do Ministro foram muito infelizes. Ele não é um zé dos anzóis qualquer. É Ministro de uma área crítica, problemática e nuclear como a Saúde. Portanto, só por essa razão devia medir duas vezes a consequência e repercussão das suas palavras ainda mais sabendo que tem os microfones apontados a eles e uma data de pessoas a querer fazer-lhe a folha. Ainda para mais faz estas declarações no mesmo dia em que uma criança morreu. É gozar com a família. No mínimo lamentável. Se o bebe ia morrer ao final de 3 meses e morreu com 2 meses e meio, ainda tinha meio mês de vida.

Hugo, o objectivo do Estado não é ter lucro. É proporcionar à população serviço público, com o dinheiro dos impostos da população. Sim, à lugares onde não faz sentido ter aberta urgências e maternidades abertas. Mas não, Anadia, Elvas e Chaves não são bons exemplos.

Se dizem que fecham as maternidades porque a OMS diz que um parteiro deve efectuar no mínimo 2500 partos por ano para manter a experiência eu pergunto-me. E um maqueiro de uma ambulância? Quantos partos fez na sua vida? A resposta é simples, muito menos do que qualquer um dos enfermeiros de qualquer maternidade encerrada.

Querem cortar na despesa pública? Fantástico e apoiados. Comecem a cortar nas reformas churudas que são dadas aos 35 anos de idade aos gestores de empresas públicas...

Tiago Carvalho disse...

Está bem são utilizados e porque não estender isso em vez de ficar com uma farmácia em casa? E quando se sabe que pode poupar dinheiro, faz sentido fazer unidoses ou embalagens mais pequenas.
Até um ponto estamos de acordo, o ministro não esteve bem. Mas dizer que é gozar com a família…foi gozar com o media que querem apanhar tudo de mal que o governo diz e pensam ser muito importantes na informação das pessoas! São importantes, mas não são a único meio de conseguir informações. E se eu bem percebi a criança tinha uma esperança MÈDIA de vida de 3 meses. Como média que é, é uma previsão, com as deficiências cardíacas que tinha até podia ter durado mais tempo, mas é uma previsão…por isso ter um hospital ou não, provavelmente não teria grande impacto, devido aos graves problemas que tinha. Pode até nem ser objectivo do estado não ter lucro, mas isso não quer dizer que não possa haver uma racionalização dos recursos para servir melhor as pessoas. Mais vale ter menos serviços com mais qualidade do que muitos com pouca qualidade. E nascer em ambulâncias não é uma tragedia e isso não acontece muitas vezes, será pior nascer num hospital sem condições ou em casa. As pessoas que vivem longe podem ir mais cedo, ter uma criança é algo de muito variável em termos de tempo, pode-se sempre ir um bocadinho mais cedo. E estive-me a informar e casos como esses acontecem em pessoas que não tiveram acompanhamento médico durante a gravidez e que não sabem reconhecer que estão em inicio de trabalho de parto.


Sabes o que eu continuo a achar….algumas coisas ficavam resolvidas se talvez, e digo talvez, se os cargos públicos fossem apetecíveis, se se ganhasse mais. Há muito tempo que vários politologos advertem para o facto de não precisáramos de tantos deputados. Como é que se pode querer bons políticos se em empresas privadas se paga mais do triplo e além do mais. Pode-se vero caso do tipo que teve nas finanças….
Sem mais
Abraço

Rui Carvalho ^ disse...

Sim eu também sou a favor da racionalização... mas com bom senso... não é vender ben-u-rons à unidade. Reduzir a quantidade de comprimidos por caixa é o caminho.

Contínuo a achar o argumento dos 2500 partos por ano ridículo porque vão continuar a nascer bebés em ambulâncias onde os maqueiros têm muito menos experiência garanto-te.

Realmente não me parece que faça muito sentido um país como Portugal ter 200 e muitos deputados... Sim, os bons gestores públicos e dos sectores mais importantes deviam ser melhor pagos, mas não, não deviam receber reformas logo que saiem dos cargos e um deputado aos 40 e picos anos quando acaba um mandato também tem bom cabedal para continuar a trabalhar em vez de começar a receber a reforma dele.

Quando Ministro não vamos bater mais na mesma tecla.

Tiago Carvalho disse...

Ok, estamos a chegar algumas concordancias. Só que continuo a achar que há soluções eficazes para a substituição de maternidades com poucos partos. Há ambulancias muito bem equipadas e tal...e aquele argumento de que sem maternidades não há desenvolvimento parece-me um bocado descabido.

Abraço

Joana disse...

oh huguinho lamento dizer t mas ha 14 ou 15 anos atras ja s utilizava este metodo noutros países.
e sinceramente n acho disparatado. s so precisas d tomar 15 comprimidos, qual é a logica d t venderem caixas d 30? poupava-mos nos e poupava o estado.

Rui Carvalho ^ disse...

O problema não é nascer numa ambulância. O problema é a preparação dos maqueiros :/
Fechem as maternidades mas arranjem soluções viáveis.

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